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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Panquecas saudáveis para o lanche dos miúdos

Olá perfects,

Há muito tempo que não escrevo no blog. Se me acompanham nas outras redes percebem que o Instagram tem sido a rede que gera mais interação e, por isso, o tempo para o blog acaba por não ser muito. Aliás, já cheguei a perguntar se preferem os posts por aqui ou se preferem as fotografias e vídeos no Instagram e mais de 90% preferiu a segunda opção. No entanto, o blog continua a ser uma paixão e eu adoraria ter mais tempo para escrever.

Por isso, combino que, sempre que haja algo que me peçam e que faça sentido trazer por escrito, por ser mais fácil para vocês, eu procurarei vir aqui deixar. Assim, caso pretendam, podem incluir alguns ingredientes na lista de compras do fim de semana e pôr a mão na massa. É o caso do post de hoje. Com o início do ano letivo, tenho de começar a pensar nos lanches que tenho que voltar a enviar para a escola. Não gosto de enviar alimentos processados e como o pão é uma das alternativas mais regulares elas acabam por reclamar.

A verdade é que, há uns anos, uma das minhas filhas deixou de comer os lanches que lhe enviava. Achei aquilo muito estranho até que percebi que havia várias crianças que levam bolos embalados para o lanche e acabam por dizer que as minhas filhas têm lanches muito aborrecidos (pão, fruta, iogurtes...). Logo, para que as colegas não a estivessem a aborrecer com isso ela preferiu não comer para não lhes mostrar o lanche. Ora bem, foi uma luta para eu lhe arrancar a verdadeira razão. É evidente que me pôs a pensar, não quero que se sintam excluídas ou diferentes, mesmo sabendo que eu é que estou certa em não lhe enviar as tais opções embaladas. No  entanto, como não sou mulher de desistir, decidi em vez de comprar os bolos, bolachas ou panquecas embaladas, fazer eu mesma. Fui procurando e testando algumas receitas que já partilhei no passado e este ano resolvi testar receitas de panquecas com aveia. As primeiras que fiz de trigo sarraceno e aveia não ficaram bem, acho que usei trigo a mais. As duas que partilho convosco, a seguir, foram um sucesso. Quer filhas quer pai gostaram imenso. O pai preferiu as panquecas de Aveia e banana, por ter mais sabor e a Maf as de aveia, por serem mais simples. 


As receitas são da Ágata Roquette que tem um livro ótimo chamado A Comida dos miúdos cá de casa (deixo-vos o link se clicarem no título) que tem uma série de sugestões ótimas para as várias refeições e ainda sugere combinações de lanches. Como ela é nutricionista de certeza que as suas indicações são mais válidas do que aquelas que eu vos possa dar, baseadas na minha experiência pessoal. No entanto, eu procuro basear-me em combinações que ela sugere para que os lanches sejam equilibrados.

Panquecas de Aveia e Banana

Ingredientes:
1 banana madura
2 ovos
3 colheres de sopa de aveia
1 col de sobremesa de azeite
canela q.b

Preparação:
O que eu fiz foi colocar a banana, a aveia e os ovos num processador de alimentos. A aveia fica mais moída do que se se esmagar à mão, como é sugerido na receita original e as minhas filhas preferem. De seguida, coloquei o fio de azeite na frigideira (ou certã, à moda do Norte) e passei com um toalhete de cozinha para não ficar demasiada gordura. Deixei cozinhar de um dos lados até fazer bolhas e os bordos estarem cozinhados. Virei e deixei apenas um pouquinho do outro lado. São ótimas para comerem antes dos treinos pelo aporte energético. Esta receita dá apenas para 4 ou 5 panquecas. 



Panquecas de Aveia

Ingredientes:
100 grs de farinha de aveia (eu compro a aveia no Supercor - El corte Inglés - na zona Bio e trituro com o processador de alimentos) 
1 col de chá de fermento em pó
100 ml de leite (eu usei Bebida de Amêndoa do Lidl)
2 gemas
2 claras
1 col de sobremesa de azeite

Preparação:
Nesta receita temos de bater as claras em castelo, isso torna-as bastante fofas. De seguida, juntei o leite e as gemas, depois a farinha com o fermento e no final envolvi as claras em castelo. O procedimento de cozinhar foi igual ao das panquecas anteriores. Na receita original estas panquecas levam morango aos bocadinhos. Este fim de semana vou fazer com fruta (talvez mirtilos ou framboesas), pois também fica muito bom.


Espero que experimentem e que me digam, porque senão não sei se vale a pena partilhar as receitas convosco. Eu geralmente faço no fim de semana e conservo em caixas herméticas. Também dá para congelar em saquinhos e retirar no dia anterior para levar para o lanche. Geralmente junto na lancheira frutos secos e iogurte. Ao fim de semana gostam de comer com um pouquinho de compota, manteiga de amendoim ou doce de avelã e cacau (tudo caseiro). Se quiserem alguma receita destas é só pedir.

Beijinho e bom fim de semana,

Inês

BE HAPPY, BE PERFECT!

NI. Eu não sou uma fada do lar! ;) Estas receitas são muito rápidas e fáceis de fazer e se tiverem filhos da idade das minhas já podem ajudar, que é o que muitas vezes acontece. Experimentem.




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O que é nascer para ser mãe?

Olá perfects,

Tenho andado com um pensamento na cabeça, sobre esta afirmação que algumas mãe fazem: "Nasci para ser mãe"! E fiquei a pensar com os meus botões sobre o que é isto, 'Nascer para ser mãe'? 

Quem segue o blog sabe que eu sou mãe de 3 meninas maravilhosas, que me dão muitas alegrias. Dou-lhes o meu amor como nunca dei a ninguém, nem mesmo ao Zé (o meu namorado de sempre ;)), nem sequer aos meus pais, que amo do fundo do coração. Como fui a primeira das minhas amigas a ter filhos, ouvi muitas recomendações das mães mais velhas e experientes, que tiveram pouca relativa utilidade, pois há medida que fui tendo cada uma delas, percebi que nunca nada se repete e se, cada mãe é uma mãe, cada filha é uma filha. De seguida, fui eu a passar a minha experiência, às minhas amigas, que foram engravidando. Tentei não ser muito chata (as que estão a ler isto e que não concordam que se acusem), mas a verdade é que há pouco tempo percebi que um dos principais motivos pelas quais as mães partilham as suas experiências (pelo menos eu) é puramente egoísta! Egoísta, sim! Chocadas? Passo, então, a explicar... Como a maternidade, desde a gravidez, foi para mim uma experiência muito boa, partilhá-la, mais do que pretender que seja um ensinamento para alguém, é uma forma de reviver momentos felizes! Daí eu dizer que é bastante egoísta. 😉

Entre esses ensinamentos, que me iam passando, vinha sempre a expressão "a vida muda muito" e blá, blá, blá! Na verdade não sei se a vida muda muito, pouco, nada ou totalmente. O que dizia às minhas amigas (e ainda digo hoje quando o assunto são bebés) era que o que muda é muito simples. Desde que temos filhos nunca mais acordamos a pensar em nós, nos nossos problemas, no que vamos vestir ou na reunião desse dia, passamos a acordar e pensar neles: se estão bem, se estão cobertos, que temos de os acordar para ir para a escola... E isso, na verdade, muda tudo!

Entretanto, vamos ouvindo muitas mães que gostam de se vangloriar de que abdicaram de tudo pelos filhos. Das profissões 'promissoras', das férias/jantares a dois, das saídas com as amigas, das idas ao ginásio, de que os filhos foram a sua opção de vida e que tudo só faz sentido assim. Pois eu não sou dessas mães. Nem abdiquei da minha profissão, que adoro e me faz muito feliz; e adoro ir jantar sossegada com o Zé ou passar um fim de semana a dois, mesmo que a raridade seja imensa! Não critico quem o fez e faz. Acima de tudo acho que cada uma de nós deve fazer aquilo que a faz feliz. Se viver só para os filhos é a opção que faz feliz a umas, que o façam, se manter a vida de mãe, mulher e profissional faz outras felizes, assim deve ser. Esta é a minha opinião, está claro!



(Estas fotos são da sessão de Natal de 2014, e foram tiradas pela Elisabete Covelinhas. Adoro-as!)


No entanto, leio em várias ocasiões mães a criticarem outras porque fazem isto ou fazem aquilo, e isso choca-me de verdade. Quem sou eu, ou qualquer uma de nós, para dizer que fazer assim está bem ou está mal. O que levará as outras mães dizer que se deve abdicar de tudo pelos filhos? Que ir passar um fim de semana a dois é um crime de estado? Que quem nasce para ser mãe não se incomoda com nada de que abdicou?

A minha questão vem exatamente daí! Se nascer para ser mãe significa deixar de ser a Inês, a prof., a decoradora, a mulher, a filha, a amiga, então não terei nascido para ser mãe. De qualquer forma, olho à minha volta e, desculpem-me a imodéstia, não aceito que ninguém se ache melhor mãe do que eu sou. Eu sou a mãe que castiga e que dá mimos; sou a mãe que estuda com elas e que reclama quando se baldam; sou a mãe exigente e resmungona, mas sei que sempre que têm um problema é comigo que vêm ter; sou a mãe que comete erros e que pede desculpa; sou a mãe que gostava de ser melhor todos os dias; sou a mãe que dá o seu melhor e que reconhece que educar é o que há de mais difícil neste mundo; sou a mãe que dá amor e isso é o que há de mais fácil neste mundo. Sei que felizmente há muitas mães por esse mundo fora tão boas mães como eu,  mães que todos os dias se esforçam por ser o melhor mãe que sabem e isso, para mim, é que é nascer para ser mãe.  Por isso, não aceito que ninguém diga que é melhor mãe do que eu ou todas aquelas que, como eu, dão aos seus filhos todo o seu amor.

E para vocês, o que é nascer para ser mãe?

Beijinhos e boa semana,

Inês

BE HAPPY, BE PERFECT!