Mostrar mensagens com a etiqueta vida de mãe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vida de mãe. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O que é nascer para ser mãe?

Olá perfects,

Tenho andado com um pensamento na cabeça, sobre esta afirmação que algumas mãe fazem: "Nasci para ser mãe"! E fiquei a pensar com os meus botões sobre o que é isto, 'Nascer para ser mãe'? 

Quem segue o blog sabe que eu sou mãe de 3 meninas maravilhosas, que me dão muitas alegrias. Dou-lhes o meu amor como nunca dei a ninguém, nem mesmo ao Zé (o meu namorado de sempre ;)), nem sequer aos meus pais, que amo do fundo do coração. Como fui a primeira das minhas amigas a ter filhos, ouvi muitas recomendações das mães mais velhas e experientes, que tiveram pouca relativa utilidade, pois há medida que fui tendo cada uma delas, percebi que nunca nada se repete e se, cada mãe é uma mãe, cada filha é uma filha. De seguida, fui eu a passar a minha experiência, às minhas amigas, que foram engravidando. Tentei não ser muito chata (as que estão a ler isto e que não concordam que se acusem), mas a verdade é que há pouco tempo percebi que um dos principais motivos pelas quais as mães partilham as suas experiências (pelo menos eu) é puramente egoísta! Egoísta, sim! Chocadas? Passo, então, a explicar... Como a maternidade, desde a gravidez, foi para mim uma experiência muito boa, partilhá-la, mais do que pretender que seja um ensinamento para alguém, é uma forma de reviver momentos felizes! Daí eu dizer que é bastante egoísta. 😉

Entre esses ensinamentos, que me iam passando, vinha sempre a expressão "a vida muda muito" e blá, blá, blá! Na verdade não sei se a vida muda muito, pouco, nada ou totalmente. O que dizia às minhas amigas (e ainda digo hoje quando o assunto são bebés) era que o que muda é muito simples. Desde que temos filhos nunca mais acordamos a pensar em nós, nos nossos problemas, no que vamos vestir ou na reunião desse dia, passamos a acordar e pensar neles: se estão bem, se estão cobertos, que temos de os acordar para ir para a escola... E isso, na verdade, muda tudo!

Entretanto, vamos ouvindo muitas mães que gostam de se vangloriar de que abdicaram de tudo pelos filhos. Das profissões 'promissoras', das férias/jantares a dois, das saídas com as amigas, das idas ao ginásio, de que os filhos foram a sua opção de vida e que tudo só faz sentido assim. Pois eu não sou dessas mães. Nem abdiquei da minha profissão, que adoro e me faz muito feliz; e adoro ir jantar sossegada com o Zé ou passar um fim de semana a dois, mesmo que a raridade seja imensa! Não critico quem o fez e faz. Acima de tudo acho que cada uma de nós deve fazer aquilo que a faz feliz. Se viver só para os filhos é a opção que faz feliz a umas, que o façam, se manter a vida de mãe, mulher e profissional faz outras felizes, assim deve ser. Esta é a minha opinião, está claro!



(Estas fotos são da sessão de Natal de 2014, e foram tiradas pela Elisabete Covelinhas. Adoro-as!)


No entanto, leio em várias ocasiões mães a criticarem outras porque fazem isto ou fazem aquilo, e isso choca-me de verdade. Quem sou eu, ou qualquer uma de nós, para dizer que fazer assim está bem ou está mal. O que levará as outras mães dizer que se deve abdicar de tudo pelos filhos? Que ir passar um fim de semana a dois é um crime de estado? Que quem nasce para ser mãe não se incomoda com nada de que abdicou?

A minha questão vem exatamente daí! Se nascer para ser mãe significa deixar de ser a Inês, a prof., a decoradora, a mulher, a filha, a amiga, então não terei nascido para ser mãe. De qualquer forma, olho à minha volta e, desculpem-me a imodéstia, não aceito que ninguém se ache melhor mãe do que eu sou. Eu sou a mãe que castiga e que dá mimos; sou a mãe que estuda com elas e que reclama quando se baldam; sou a mãe exigente e resmungona, mas sei que sempre que têm um problema é comigo que vêm ter; sou a mãe que comete erros e que pede desculpa; sou a mãe que gostava de ser melhor todos os dias; sou a mãe que dá o seu melhor e que reconhece que educar é o que há de mais difícil neste mundo; sou a mãe que dá amor e isso é o que há de mais fácil neste mundo. Sei que felizmente há muitas mães por esse mundo fora tão boas mães como eu,  mães que todos os dias se esforçam por ser o melhor mãe que sabem e isso, para mim, é que é nascer para ser mãe.  Por isso, não aceito que ninguém diga que é melhor mãe do que eu ou todas aquelas que, como eu, dão aos seus filhos todo o seu amor.

E para vocês, o que é nascer para ser mãe?

Beijinhos e boa semana,

Inês

BE HAPPY, BE PERFECT!




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Organização de uma mãe trabalhadora

Olá perfects,

Espero estejam bem e que este início de aulas esteja a correr sobre rodas. Cá em casa está tudo lindamente e as minhas pequeninas já começaram. Tenho uma série de coisas para partilhar convosco. Gostava que vissem como decoramos os cadernos delas este ano e, além disso, sei que tenho o WC de serviço para mostrar (apesar de já ter colocado algumas fotos no instagram e no Facebook), mas fiquei adoentada no início da semana passada e acabei por não conseguir tirar fotos. Está combinado que vou tirar fotos destes pormenores para partilhar convosco e até dar umas dicas sobre o que compro para as aulas das mais pequeninas, que já andam no primeiro ciclo e que acho práticas.

Fui para Amaterdão com amigas e vou partilhar algumas coisas convosco. Quero mesmo retomar o tema dos quartos de criança, que espero que continue a ser às 4fs e acrescentar outros temas ao blog. Se tiverem ideias que gostavam de ver aqui tratadas digam, que procurarei responder. Ok?

Esta semana, porque também tenho estado a re-organizar tudo neste início de ano letivo, ainda não tenho os posts organizados como gosto. Isto de trabalhar, ter 3 filhos, um blog e toda uma vida familiar, não me facilita a vida. ;) Mas eu sei que vocês me compreendem. Esta correria diária parece que não acaba, nunca! Novos horários, compromissos, reuniões e início de projetos, tudo tem de voltar a fazer sentido na minha cabeça. Por isso é que digo que, mais do que Janeiro, para mim Setembro é o meu início do ano. 

Preciso de absorver as rotinas das crianças, os horários as atividades, reorganizar os meus horários, integrar as atividades às quais quero voltar, como a ginástica, por exemplo. Setembro é também, o início de novos projetos, que têm, quase sempre, de estar prontos até ao Natal e, de terminar aqueles que não ficaram concluídos antes das férias. Até a rotina diária ficar interiorizada demora algum tempo. Só aí é que me sinto a andar a velocidade cruzeiro, sempre interrompido com os prazos a cumprir.

Tenho várias amigas que me perguntam como consigo fazer tudo. Na verdade acho que há um elemento que é intransmissível: desde pequena que sempre fui de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Aliás, lembro-me de a minha mãe me dizer para ter cuidado, porque não podia exagerar, pois saio ao meu pai e ele andava sempre numa correria. Depois há um elemento que se aprende e se melhora: a organização. 

Há algumas coisas que procuro fazer e reparo que, quando não cumpro, tudo se complica. 
1- numa lógica muito alemã, as primeiras horas de 2f (quando não posso faço ao Domingo à noite) são para organizar a semana. Distribuir o que tenho para fazer pelos vários dias, verificar as horas já ocupadas por compromissos para gerir o tempo da melhor forma. Incluir horário para desporto e o horário de ir buscar as crianças é essencial, porque senão acabamos por não fazer alguma coisa.

2- faço a ementa das refeições da semana ao Sábado e faço as compras todas no fim de semana. Isso evita que vá às compras mais do que uma vez por semana (comprar pão não conta ;)) e que me falhem coisas. Também torna mais fácil fazer uma alimentação saudável.

3- mantenho na cozinha uma lista de compras para toda a gente ir apontado o que falha.

4- uso uma agenda em papel e a do iPhone. Coloco tudo na agenda em papel, onde vou escrevendo as to do list. Gosto de a ter na minha secretária e olhar para as coisas, ir riscando. Não sei explicar!!! No iPhone coloco alarmes.

5- Finalmente, comecei a usar o Google Keep. Passo as listas de compras para lá e partilho com o maridão, caso seja ele a ir ao supermercado. O mesmo acontece com outras coisas a fazer que dizem respeito às meninas como idas ao médico e reuniões do colégio. Esta é uma grande vantagem da APP. Uma das coisas que mais gosto do Google Keep é poder escrever uma tarefa e escolher um local. A vantagem é que, quando chego ao sítio, dá um alarme com o que queria fazer ali. Imaginem que têm de ir comprar sapatos para as crianças e levar coisas à lavandaria, que é próximo. É muito natural que com a compra dos sapatos, o saco da lavandaria fique esquecido no carro. O que faço, coloco a tarefa com a morada da lavandaria e quando passo por lá, o alarme toca. Impossível esquecer! ;)

6- para além disto tudo procuro ter a casa organizada, dentro do que é saudável com 3 crianças. Arrumo e obrigo-as a arrumar as suas coisas, manter os seus quartos arrumados. Também lhe atribuo tarefas. Regam os vasos das aromáticas, põe a mesa, fazem as suas camas. São pequenas coisas que libertam muito tempo e que ajudam a aumentar a sua responsabilidade.

É claro que no meio de tudo isto há falhas, coisas que me esqueço, situações para resolver durante mais tempo do que gostaria. Mas se não fosse tudo isto seria muiiito pior. Além disso, tenho ajuda cá em casa, senão seria muito difícil mesmo, para além das avós que as vão buscar, uma ou duas vezes por semana, o que é uma excelente ajuda.
Partilhei convosco o que faço pois pode, de alguma forma, ser uma boa dica. Como resulta comigo, também pode resultar convosco. Por isso, gostava muito que partilhassem connosco os vossos truques para manterem a vossa vida organizada. Pode ser?

Beijinhos,

Inês

BE HAPPY, BE PERFECT!